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Forró do Zé Lauza 2
OUÇA:

Forró do Zé Lauza 2
Zé Lauza

Segundo volume do "Forró do Zé Lauza", apresentando uma seleção do verdadeiro forró pé de serra.
  • Album
    1 A Passarinha 3:10
    2 Arre Lá 3:24
    3 Banca de Café 3:42
    4 Cariri 3:31
    5 Ciranda de Menina 3:10
    6 Forró a Gás 3:32
    7 Forró no Mundo Inteiro 3:26
    8 Fuga Improvisada 3:23
    9 Guerreiro Lutador 3:49
    10 Mãe Bonita 3:13
    11 Muído Sertanejo 3:37
    12 Para Tudo 3:09
    13 Pode Ser 3:55
    14 Quando Parti 3:26
    15 Remelexo 3:15
    16 Romance Gostoso 4:03
    17 Sereia 3:06
    18 Vem Me Dar Um Beijo 3:08
    19 Vovô Dançador 3:44
    20 Zig Zag 3:16
    21 A Passarinha (Instrumental) 3:10
    22 Arre Lá (Instrumental) 3:24
    23 Muído Sertanejo (Instrumental) 3:37
    24 Remelexo (Instrumental) 3:14
    25 Zig Zag (Instrumental) 3:16

Sobre o produto:

Há muitos anos atrás, pelos idos 58/59, à época da explosão do baião, os irmãos Zé, Chico e João montaram o trio lá no sertão. Nascidos no Coroatá, comunidade rural enclavada entre a divisa RN/PB, eles eram catadores de algodão, mas também tinham pendores para a arte.

 

À custa de muita confusão com seu pai Cezário, quando fez 18 anos Zé viajou a uma cidade para comprar uma ... sanfona. E não demorou a aprender logo os primeiros chorinhos, as primeiras valsas, embasbacado pelas teclas brancas do instrumento e animado por um aparelho surgido naqueles dias por ali onde moravam, que tinha o nome de rádio e onde eles escutavam um certo Luiz Gonzaga e um tal Mário Zan. Embalados, Chico e João desataram a batucar. O primeiro, mais jovem, aprendeu a bater o pandeiro, e o outro passou a tocar um instrumento feito de pau oco que era chamado melê, e que naquele tempo substituía o zabumba.

 

Logo logo, os três começaram a fazer festa, muita festa. Muitas festas. Foram aparecendo os primeiros convites para bailes na vizinhança. Compraram bicicletas com farol, e pelos fins de semana, após o duro trabalho na roça, partiam pedalando pelas estradas do sertão até onde o arrastapé iria acontecer.

 

O céu muito estrelado daquelas noites do luar do sertão cedia uma mágica atmosfera àqueles encontros ao pé das serras, e invariavelmente realmente as despedidas não eram aceitas antes do sol raiar. Hoje ainda o sanfoneiro Zé de Cezário é um sujeito admirado pelo seu carisma e fidelidade à arte. É ímpar. É bom para ver é bom pra ouvir e melhor ainda pra dançar o "Forró do Zé Lauza"